segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Azar do futebol

Yago Lorenzon.

Adeus à um gênio, um adeus doído, que machuca e muito quem gosta de futebol. Alex foi tão 10 quanto sua camisa, foi idolatrado por onde passou e deixou saudade até mesmo por onde não passou.
No Couto Pereira, sua segunda casa, assim como o Mineirão, Palestra Itália e Turquia, ele fez sua despedida, emocionante e emocionado, Alex foi ovacionado por uma torcida apaixonada por ele.
Alex foi um jogador raro, de toque refinado, qualidade inquestionável e muita elegância ao tratar a bola, sua companheira por 19 anos. O futebol perdeu um jogador inteligente, algo cada vez mais raro nos dias de hoje, em meio a um futebol truncado, com jogadores priorizando mais o físico que a técnica. Sua inteligência em campo já o fazia diferente de vários, entretanto Alex não foi apenas inteligente ele foi completo, foi armador, artilheiro, canhoto que sabia finalizar de direita, meia que sabia cabecear.
Obrigado por deixar nosso futebol bonito e alegre, obrigado por nos fazer conhecer a Turquia, país onde você é ídolo nacional, costumo dizer que Alex é o Zico turco tamanha sua idolatria. Obrigado por nos mostrar que jogador pode fazer a diferença fora das quatro linhas também, Alex lutou, batalhou e suou pelos direitos de seus companheiros.
No Coritiba foi o "Menino de Ouro", no Cruzeiro foi craque, no Palmeiras foi Divino (mesmo que esse apelido seja de outro camisa 10), na Turquia foi gênio, e agora no Coritiba novamente, se tornou mito, um mito que não é exclusivamente brasileiro mas também turco.

Alex fez o futebol sofisticado parecer simples e ao mesmo tempo fez o toque simples, a visão de jogo parecer algo tão sofisticado, fez a inteligência impressionar o “brucutu”, foi o atleta dos sonhos de qualquer treinador, exceto os da seleção brasileira. Talvez tenha sido o jogador mais injustiçado na história da seleção, em 2002 novo demais para Felipão, em 2006 considerado “menos craque” que qualquer um do quadrado mágico para Parreira, em 2010 foi a única fez que ele não merecia ser convocado, porque era muito bom para o time de Dunga e em 2014 não era de se esperar que Felipão o levasse, pois já era considerado jogador velho. Mas o fato de nunca ter disputado uma Copa do Mundo não o faz menos gênio, aliás, o azar é todo da Copa do Mundo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O ano de dois gênios

Thiago Sanches.

Quando 2014 começou já era possível imaginar um ano diferenciado para o esporte do Brasil, afinal era ano de Copa do Mundo dentro do nosso país,  como de costume todas as atenções voltadas para o futebol, nossa seleção vinha de um título na Copa das Confederações e a esperança era grande, o resultado todos já sabemos. Acabou a copa e depois dos vexames começou a reformulação, troca de treinador e dúvidas sobre as convocações e sobre a seleção pré-olímpica foram levantadas, a grande mídia ainda estava toda voltada para o futebol e dando pouco espaço para os outros esportes, ou quase nenhum espaço.

Sabemos que esporte na maioria das vezes é sinônimo de futebol no Brasil, é onde estão os maiores investidores e consequentemente o que mais aparece nos programas esportivos, mas para fugir dessa regra as vezes aparecem alguns caras extraordinários e marcam seus nomes em esportes que não são a nossa praia e quando ganham destaque da mídia viram heróis nacionais, foi assim com Senna, Popó, Guga, Anderson Silva, Cesar Cielo e alguns outros que praticamente sem apoio conseguiram colocar seus nomes do topo de seus esportes. 
Neste momento temos dois brasileiros fazendo história em seus esportes e pouco se fala, Gabriel Medina é líder do campeonato mundial de surfe e Bruno Foster é o primeiro brasileiro a se classificar para a mesa final do Main Event do WSOP, que é praticamente uma final mundial do poker.


Gabriel Medina é o lider do WCT (World Championship Tour), a primeira divisão do surfe mundial e só depende dele mesmo pra se tornar o primeiro Brasileiro campeão da elite do surfe. A última etapa acontecerá no Havaí entre os dias 8 e 20 de Dezembro e para sair com o título basta Medina chegar na final da etapa ou seus adversários diretos caírem antes dele.

Por mais que pareça simples a missão não é tão fácil, os atletas que disputam o título com Gabriel são nada mais nada menos do que o Australiano Mick Fanning, tricampeão mundial e o Americano Kelly Slater,  o maior surfista profissional da história, uma lenda viva dono de 11 títulos mundiais e detentor de diversos recordes, o que torna o momento de Medina ainda mais mágico e importante para o esporte nacional. 

O poker ainda é pouco divulgado no Brasil e desde que é praticado no país sofre um certo preconceito das pessoas por confundirem de forma equivocada o esporte com jogo de azar. Poker é um esporte e atinge um nível de profissionalização cada vez maior no país graças a pessoas engajadas que lutam pelo jogo desde o começo, a presença de artistas e atletas famosos nas mesas ajudam a difundir o esporte e assim, o movimento vem crescendo.
A publicidade em torno do esporte ainda é recente, o que contribui para que os brasileiros não figurem constantemente entre os tops do mundo, apenas dois atletas conseguiram ganhar um bracelete do WSOP (World Series of Poker), o primeiro foi Alexandre Gomes em 2008 e depois André Akkari em 2011.
Em 2014 Bruno Foster conseguiu ir além e se tornou o primeiro brasileiro a chegar na mesa final do Main Event do WSOP. O November Nine (como é chamado o evento) reúne os 9 melhores jogadores do mundo e o vencedor é considerado o campeão mundial de Poker, além de lucrar 10 milhões de dólares. O evento acontecerá nos dias 10 e 11 de Novembro e Foster irá embalado pela torcida em busca desse título histórico.

Por ora nos resta esperar para acompanhar os eventos, depois devo escrever um texto sobre cada um deles, mas decidi escrever esse texto antes das finais porque independente dos resultados alcançados Foster e Medina já podem ser considerados heróis do esporte nacional, o que fizeram até agora já está na história e abriu precedentes para quem deseja seguir em qualquer um dos esportes.

sábado, 6 de setembro de 2014

A “seleção” das transferências

Mateus Lemos

Algumas das principais transferências desta janela
Se encerrou a janela de transferências internacionais no futebol europeu. E o balanço é que o futebol virou um “Football Manager” na vida real. Nunca tivemos uma movimentação tão grande em cifras na história do esporte mais popular do mundo. Isso se deve muito ao Fair Play financeiro imposto pela UEFA, que não “permite” que um time gaste mais do que arrecada e ao inflacionamento dos preços dos jogadores. Os clubes gastaram o que tinham (e o que não tinham) para reforçar seus elencos. Uns só para ostentar, como o Real Madrid, outros para mostrar que ainda podem competir, como o Manchester United e ainda os que fazem do futebol um grande negócio, como o Atlético de Madrid. O volume de transferências foi enorme, mas com uma qualidade que há muito tempo não se via. A maioria, veja bem, a maioria dos clubes realmente se reforçaram, não torraram dinheiro em pseudo-jogadores ou em incógnitas. Por conta disso, montei uma seleção para destacar a qualidade desta janela, que não á toa, só tem selecionáveis. Escalo no esquema 3-5-2, que voltou a ser uma "tendência" depois do mundial, mas sem responsabilidade tática, só para mera ilustração.

Nome: Keylor Navas
Idade: 27 anos
País: Costa Rica
Posição: Goleiro
Transferência: Levante/Real Madrid
Valor: 10 Milhões de Euros

Goleiro da “Costa Zika”, sensação da Copa do Mundo, mostrou na competição o que já havia mostrando há algumas temporadas na Espanha, mais precisamente no Levante, clube no qual não fossem suas intervenções, fatalmente estaria disputando a segundona espanhola. Eleito o melhor goleiro da “Liga das Estrelas” na última temporada, tem agora no Real Madrid a grande oportunidade da carreira, e se Casillas bobear, Navas está pronto para assumir a meta merengue.

Nome: David Luiz
Idade: 27 anos
País: Brasil
Posição: Zagueiro
Transferência: Chelsea/Paris Saint-Germain
Valor: 49,5 Milhões de Euros

O zagueiro mais caro da história do futebol. Isso já diz muita coisa a respeito do defensor brasileiro. Pode-se questionar que ele só faz lançamento, parte para o ataque com a bola e que é o mais novo queridinho (publicitário) do Brasil, mas mostrou na Copa, mesmo com o desastre da semifinal, que tem tudo para fazer uma excelente dupla de zaga no PSG com Thiago Silva. Bom para os franceses e bom para a seleção brasileira.

Nome: Mehdi Benatia
Idade: 27 anos
País: Marrocos
Posição: Zagueiro
Transferência: Roma/Bayern de Munique
Valor: 26 Milhões de Euros

O marroquino chega com muita moral da Roma. Começou a carreira em pequenos clubes franceses, até despertar o interesse da Udinese (clube famoso por apostar em jogadores na velha bota, visando o bom negócio). Fez boas temporadas no clube de Udini e se transferiu sem muita pompa para a Roma em 2013. Mas em uma temporada brilhante pelo time da capital, deu provas suficientes para os bávaros bancarem sua ida a Munique. Uns dizem que é para compor elenco, mas para mim chega pra brigar pela titularidade. Veremos.

Nome: Eliaquim Mangala
Idade: 23 anos
País: França
Posição: Zagueiro
Transferência: Porto/Manchester City
Valor: 40 Milhões de Euros



Ele é o quarto zagueiro mais caro da história do futebol, no entanto ele é quase um desconhecido, chamando atenção justamente pela alta cifra paga pelos citizens ao Porto em sua contratação. Mas não se engane, ele faz jus o investimento. O francês vem para formar uma das melhores duplas de zaga do mundo, fazendo companhia ao belga Kompany e reforçar o timaço do City, atual campeão inglês e que tinha em sua defesa um ponto fraco (que o diga Demichelis).

Nome: Toni Kroos
Idade: 24 anos
País: Alemanha
Posição: Meio-campista
Transferência: Bayern de Munique/Real Madrid
Valor: 30 Milhões de Euros

O Brasil o “descobriu” no 7 x 1, mas o futebol refinado e eficiente de Kroos foi fundamental no passeio do Bayern no futebol alemão na última temporada. Com Guardiola cresceu muito como jogador e seria titular com o treinador, mas não chegou a um acordo para renovar o contrato e o time bávaro foi forçado a vender o jogador para não vê-lo sair de graça ao fim da temporada. Porém se o Bayern perde Kroos, ganha Xabi Alonso do próprio Real Madrid, e no final das contas, o negócio não ficou tão ruim para os alemães.

Nome: Ivan Rakitic
Idade: 26 anos
País: Croácia
Posição: Meio-campista
Transferência: Sevilla/Barcelona
Valor: 18 Milhões de Euros

O meia croata não mostrou na Copa o por quê da contratação do Barcelona, mas pergunte aos sevillistas que eles te responderão. Ele é um daqueles jogadores que estouram tarde no futebol, mas nem por isso tem menos qualidade que os outros. Foi um dos responsáveis pelo título da Europa League e da boa campanha no Campeonato Espanhol do Sevilla. Deve suprir a vaga de Cesc Fábregas e ser uma ótima opção para Xavi, que já não é o mesmo de outrora, tanto no time titular, quanto no decorrer das partidas. 

Nome: James Rodriguez
Idade: 23 anos
País: Colômbia
Posição: Meio-campista
Transferência: Mônaco/Real Madrid
Valor: 80 Milhões de Euros

Revelação e artilheiro da Copa do Mundo, “Râmez” Rodriguez chamou a responsabilidade pra si na seleção colombiana e não decepcionou na competição (que poderia ter tido melhor sorte se contasse com “El Tigre” Radamel Falcao). Valorizou-se demais, culminando numa transferência galáctica e vem para acabar com a “maldição” da camisa 10, que desde Figo, não tem uma continuidade no clube. Só não podem cobrá-lo por resultado imediato, ele tem que se adaptar a pressão e ao estilo de jogo do Real.

Nome: Antoine Griezmann
Idade: 23 anos
País: França
Posição: Meio-campista
Transferência: Real Sociedad/Atlético de Madrid
Valor: 30 Milhões de Euros

Sou fã da política: revelar e contratar jogador gastando pouco, valorizá-lo, vendê-lo por muito, não perdendo qualidade de elenco e conquistando títulos. Ora, isso é objetivo de qualquer clube, mas é uma equação muito difícil. Só que nas últimas temporadas, o Atleti está dando aula nesta questão, em uma liga que conta com Real e Barça, conseguiu ser campeão fazendo esta política com maestria. Griezmann é mais um exemplo da perícia dos dirigentes colchoneros e tem tudo pra fazer história no clube madrilenho.

Nome: Ángel Di María
Idade: 26 anos
País: Argentina
Posição: Meio-campista
Transferência: Real Madrid/Manchester United
Valor: 75 Milhões de Euros


O Real tem dessas, contrata um jogador e acaba se desfazendo de outro, quase sempre na mesma posição. “Trocou” Xabi Alonso por Kroos com o Bayern e contrata James para vender “Di Magia” aos diabos vermelhos, que não queria sair do Real inclusive. Monstruoso no Madrid na última temporada, com 24 assistências e 11 gols em 52 jogos, a mítica camisa 7 de Best, Cantona, Beckham e Cristiano Ronaldo estará em ótimas mãos.

Nome: Luis Suárez
Idade: 27 anos
País: Uruguai
Posição: Atacante
Transferência: Liverpool/Barcelona
Valor: 81 Milhões de Euros

Esqueça Uruguai x Itália na Copa do Mundo. Pense no artilheiro (33 gols em 31 jogos na Premier League, sendo que nos 5 primeiros jogos ele estava suspenso) e melhor jogador do Inglesão na temporada passada. Pense no jogador que se lesionou ás vésperas da Copa, se recuperou em tempo recorde, entrou na “fogueira” Inglaterra x Uruguai e resolveu o jogo para os celestes. Pense que ele jogará com Messi e Neymar no Barça. Viu, não é difícil. Difícil é esperar até outubro pra ver isso acontecer.

Nome: Diego Costa
Idade: 25 anos
País: Espanha
Posição: Atacante
Transferência: Atlético de Madrid/Chelsea
Valor: 38 Milhões de Euros

O brasileiro (não, pera) pode ser um nome questionável na seleção, haja vista atacantes de qualidade que se transferiram nesta janela, como Radamel Falcao, Mandzukic ou Lewandowski. Então vamos aos números, foram 27 gols em 35 partidas no campeonato espanhol, atrás “apenas” de Messi (28) e CR7 (31). Uma excelente temporada (36 gols em 52 jogos no total) para um jogador que já decidia para os colchoneros quando Falcao não estava em um bom dia, e continuou ainda mais depois de sua saída em 2013, deixando em segundo plano o renomado David Villa, que foi contratado para suprir o colombiano. Pode ser um dos melhores negócios desta janela, se as lesões musculares não atrapalharem a temporada pelos blues.

Algumas considerações a respeito. Dos 11, 8 tiveram movimentação espanhola (do meio para frente, todos), saindo ou chegando aos clubes, mostrando que a Liga BBVA (com as três potências) ainda tem força no mercado. A média de idade dos selecionados é de 25 anos, nem tão novos e nem tão experientes, todos em sua plenitude no futebol. Essa seleção custou 477,5 Milhões de euros (1 Bilhão e 432 Milhões de reais). Nada mal. Cada jogador em média custou 43 Milhões de euros, algo inimaginável há 10 anos. Faço menção honrosa a outros jogadores que tranquilamente estariam nesta seleção: Courtois, Shaw, Filipe Luís, De Vrij, Xabi Alonso, Ander Herrera, Cesc Fábregas, Sanchez, Mandzukic, Lewandowski, Radamel Falcao.

A temporada promete.

domingo, 31 de agosto de 2014

Racismo em terra de Pelé (?)

Thiago Sanches



Gostaria de começar o texto lembrando que estamos no ano de 2014, sim, 2014 e estamos discutindo mais um caso de racismo no nosso país, mais um caso de racismo no futebol. O racismo no futebol é algo que me causa revolta e me deixa sem entender as pessoas, como é possível no Brasil um país multiétnico ainda existir racismo, e pior, dentro do futebol que é o esporte mais amado pelos brasileiros, esporte onde o maior de todos os tempos é negro, é inaceitável.

Há quem diga que o racismo no Brasil acabou, alguns dizem que existe um certo exagero ao falar do preconceito racial aqui, o fato é que o racismo talvez não seja explícito como era antigamente, mas ele existe. No semestre passado apresentei um trabalho sobre o racismo e fiz umas pesquisas, não vou me aprofundar aqui no blog, mas vou expor dois fatos para tentar puxar para o que acontece no futebol: A população negra é maioria no país e o Brasil é o país com o maior número de negros fora do continente Africano.
Agora deixo uma pergunta, quantos negros vocês veem em posição de destaque na sociedade? Levando em consideração que a maioria da população é negra, deveríamos sim ver mais negros ocupando cargos melhores, mas sabemos que isso não acontece e na maioria das vezes deixamos passar como algo normal. O racismo infelizmente é algo cultural no Brasil e por muitas vezes somos racistas sem perceber, a sociedade faz vista grossa e fica por isso mesmo.

E é aqui que chegamos ao ponto principal do texto, algo que eu realmente não entendo, na grande maioria das vezes como o negro chega em posição de destaque no Brasil? por meio da musica e principalmente pelo futebol que talvez seja a maior oportunidade que os garotos tem para crescer e fugir de todo o sistema que vivemos. Eu poderia passar horas aqui citando ídolos negros no futebol, jogadores que marcaram época e escreveram a história deste esporte que amamos, mas não é preciso, basta citar o maior de todos, o rei Pelé, que com o Santos parou guerras, com a seleção ganhou três copas do mundo e conquistou tantas outras coisas que eu passaria dias escrevendo.

Então,volto ao começo do texto, no país em que a maioria da população é negra, no esporte onde ídolos são negros, como existe espaço para manifestações racistas como vimos recentemente? Provavelmente não encontraremos explicações, fato é que pouco é feito no Brasil em relação a conscientização e principalmente em relação a punição, acredito que enquanto isso não mudar, nada mudará.

Para quebrar um pouco o clima pesado e sair um pouco do tema, deixo um vídeo do maior de todos:


terça-feira, 26 de agosto de 2014

PARABÉNS SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS !!!

Yago Lorenzon.


Ser Palmeirense é algo que não da para descrever,
É sorrir, é chorar, é amar e é sofrer
Ser palmeirense é muito mais do que torcer para o time do coração
É algo tão extraordinário, que chega a ser religião
Seguimos uma doutrina e também usamos o nosso manto
Mas nosso manto é diferente, pois pegamos o verde e juntamos com o branco
Se vivemos de passado? Vivemos sim senhor
Se não fosse o passado, no presente não existiria esse amor
Amor que é menor que aquele que sentirei no futuro
Pois esse amor é sincero, verdadeiro e puro
E a minha religião também tem oração e canto
Rezamos e cantamos para Marcos, O nosso Santo
Um santo que sou devoto desde que era menino
Se o Marcos é o Santo, Ademir é O Divino
Mas essa história é diferente daquela contada na bíblia por outras religiões
Jesus teve 12 apóstolos, nós temos 16 milhões
16 milhões que não deixam de seguir o Palmeiras mesmo quando não vence
Vestem o Manto e todos se sentem orgulhosos de serem palmeirenses
Parabéns Palmeiras pelo seu aniversário
muitas glórias e vitórias para esse clube, agora centenário
realmente um clube de muitas glorias
para provar isso basta ver a história
Falar dos goleiros, que saudade do Marcão
Do Sergio, Oberdan, “seu” Valdir, Velloso e Leão
Passando para os zagueiros tinha o Luiz Pereira
Djalma Dias, Roque Junior, Antonio Carlos e Junqueira
Laterais geniais, como Arce, Cafu e outros tantos
La na esquerda Roberto Carlos e o Mito Djalma Santos
No meio campo como esquecer o Djalminha
Alex, Ademir da Guia, Dudu e Leivinha
Cesar Sampaio, Galeano e Mazinho
Jorge Mendonça, Rivaldo e Zinho
Chegamos no ataque onde sempre servimos espelho
Oseas, Paulo Nunes, Euller, Cesar Maluco e Julinho Botelho
Fizemos mais de 100 gols e impressionamos o mundo
Como esquecer daquele ataque com Luizão e Edmundo
E finalmente os técnicos, homenagem mais que justa ao Felipão
Vanderlei Luxemburgo, Rubens Minelli e Osvaldo Brandão
Parabéns Sociedade Esportiva Palmeiras, como é lindo poder te ver
Afinal como diz a musica “Palmeiras Minha Vida É Você”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Perdemos a Copa do Mundo.

Yago Lorenzon.


Perdemos a Copa do Mundo, e com a mesma habilidade que temos para jogar futebol, temos para achar, ou melhor, procurar culpados e vilões.

Milhares de nós culparam o Felipão, mesmo que não tenham discordado em momento algum dos jogadores convocados para disputar a Copa, porém depois que perdemos, o Hulk passou a não prestar mais, o Fred passou a ser ironizado e até mesmo o Neymar virou alvo de criticas.

Outros milhares de brasileiros falaram que a contusão do Neymar contra a Colômbia foi armada, premeditada. Circularam inúmeros vídeos na internet que “comprovam” essa tese ridícula.

Milhões de nós falaram também que o Brasil vendeu essa Copa para a Alemanha ser campeã, para não nos distanciarmos no número de títulos.

Ora quanta arrogância em achar que o Felipão, o Hulk e o Fred são mais culpados pela nossa derrota do que a Alemanha. Quanta prepotência a nossa em acharmos que o Neymar simulou uma contusão e por isso não fomos para a final. E quanta falta de respeito com a Alemanha ao insinuarmos que vendemos essa copa, ao ponto de desmerecer o excelente trabalho feito por eles durante todo o mundial.

Não existe um culpado para nossa derrota se não a Alemanha, nós não vendemos a Copa, assim como o Neymar não fingiu estar contundido, Fred não foi bem, muito pelo esquema tático, Felipão errou, mas não deve ser taxado como vilão e o Hulk, bom o Hulk foi igual o restante do time, limitado tecnicamente.

Perder de 7 para a Alemanha, de 3 para a Holanda não é algo comum para o Brasil e nem pode ser, mas agora é hora de aprendermos com a Alemanha e com a Holanda e nos levantarmos, 2018 esta logo aí, não temos tempo à perder, afinal, já perdemos a Copa do Mundo.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A justiça foi feita.

Thiago Sanches.




Chegou ao fim a Copa do Mundo FIFA 2014, a nossa Copa do mundo, a copa das copas.
Com certeza deixará saudades e entrou para a história, com jogos incríveis, momentos marcantes, grandes zebras e infelizmente para nós, goleadas que deixaram cicatrizes. Mas se tem algo que podemos dizer sobre o final do torneio, é que os deuses do futebol foram justos, venceu o melhor time, que se preparou melhor, que jogou melhor, que tinha os melhores talentos, uma disciplina tática impecável e um carisma surpreendente.
A seleção Brasileira terminou onde deveria estar, nosso time era para terminar em quarto lugar, nem mais, nem menos. Na minha humilde opinião, analisando apenas o futebol apresentado, trocaria as posições de Holanda e Argentina, mas talvez a Holanda não apresentasse na final a raça e a garra que a Argentina apresentou e assim, transformou a final em um jogo emocionante, dramático e muito bom, do jeito que merecia esta copa do mundo.

Em 2006 era copa do mundo na Alemanha, os Alemães vinham de uma final contra o Brasil em 2002, mas começavam também uma renovação e na lista dos convocados apareceram jovens como: Bastian Schweinsteiger (na época com 22 anos), Philipp Lahm (23), Lukas Podolski (21) e Per Mertesacker (22).
Era uma seleção nova, em ano de renovação e jogando em casa, o treinador Jurgen Klinsmann auxiliado por Joachim Low levou o time às semi-finais e posteriormente conquistou o terceiro lugar batendo portugal por 3x1.

Klinsmann deixou o cargo em 2008, seu auxiliar Joachim Low assumiu e deu continuidade ao trabalho. A seleção chegou em 2010 muito mais experiente, Philipp Lahm já era capitão e a base ganhou reforços, Sami Khedira (na época com 23 anos), Manuel Neuer (24), Mesut Ozil (22), Toni Kroos (20), Jérôme Boateng (22) e Thomas Muller (21) se juntaram a Schweinsteiger, Podolski, Mertesacker e o experiente Miroslav Klose que estavam presentes na copa anterior.
A Alemanha apresentou para muitos o melhor futebol daquela copa e caiu outra vez nas semi-finais, desta vez para a Espanha que viria a ser a campeã jogando um futebol inovador e diferenciado.

Estes nomes são praticamente a base da seleção campeã no ultimo domingo, eles chegaram mais rodados, jogando muita bola e prontos para não deixar o título escapar, além disso, novas jóias foram reveladas, como André Schurrle (23) e Mario Gotze (22), este ultimo foi o autor do gol que valeu o quarto título mundial para a Alemanha.

Isso é fruto de um trabalho muito bem feito, com paciência, dedicação e uma administração exemplar a Alemanha é hoje a seleção a ser batida, o time mais equilibrado, com um dos esquemas táticos mais eficientes e com jogadores talentosos em todos os setores do campo, do goleiro titular ao centroavante reserva, seria realmente um pecado se essa geração não se tornasse campeã.

Vale lembrar que a boa administração não deu resultado apenas na seleção, a Bundesliga hoje bate de frente com qualquer outra liga. Em 2013 o Bayern de munique conquistou a Champions League em uma final Alemã contra o Borussia Dortmund, ambos continuam entre os maiores clubes do mundo o que faz a liga da Alemanha crescer cada vez mais e revelar cada vez mais jogadores, dos 23 Alemães campeões no Brasil, 16 disputam a Bundesliga.

Eu gostaria muito que a CBF tomasse a Alemanha como exemplo, mas sei que não vai acontecer, a instituição que toma conta do nosso futebol é suja, se preocupa com outros fatores, anda lado a lado com os políticos corruptos, já escrevi um texto aqui no blog criticando a CBF e seu presidente, continuo com a mesma opinião. Enquanto isso nossos clubes continuam endividados, nossas categorias de base jogadas as traças e nosso campeonato com um nível técnico baixo, é triste admitir isso, sou apaixonado pelo campeonato brasileiro, mas esta situação também reflete na nossa seleção, em 2006, 2010 e 2014 tivemos três times completamente diferentes um do outro, acredito que passou da hora de mudar a mentalidade.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A era dos Wrestlers e a queda dos Brasileiros.

Thiago Sanches.

Comecei a gostar de MMA em 2005, quando assisti o GP histórico do Pride em que Shogun se saiu campeão. De lá para cá o esporte evoluiu muito e com a ascensão do UFC, as lutas sangrentas, cheias de pisões e tiros de meta da época do Pride, foram aos poucos substituídas por lutas mais técnicas e digamos, "amarradas".
O UFC cresceu, ganhou grande visibilidade, chegou em diversos países do mundo e com isso novas regras foram implantadas. Não é mais permitido chutar ou dar joelhada na cabeça do adversário quando está em posição de três apoios (basicamente quando o adversário estiver de joelhos, sentado ou deitado), golpes mais violentos que colocavam a integridade do atleta em risco foram proibidos, as quedas e transições na luta agarrada ganharam maior peso na pontuação, assim, alguns wrestlers vem levando vantagem nos combates.

É claro que quanto mais completo o atleta, maior vantagem ele leva, hoje em dia ninguém mais treina apenas uma ou outra modalidade, todos treinam de tudo e a maioria dos wrestlers tem um bom nível de luta em pé, grande conhecimento de Jiu Jitsu e outras lutas de solo, porém, é fato que os atletas que tem no wrestling sua essência ou que tem um nível superior na luta olímpica vêm se destacando no evento.
De oito categorias de peso no UFC, cinco campeões começaram no wrestling e destes cinco apenas um não "roubou" o cinturão de um brasileiro.
Demetrious Johnson se tornou campeão da categoria peso-mosca (até 57 kg) ao vencer um pequeno torneio de quatro lutadores em setembro de 2012 (quando o UFC estreou a divisão) e mantém o cinturão até hoje.



A queda dos campeões brasileiros começou com Jon Jones tirando o título dos meio-pesado (até 93 kg) das mãos do Mauricio "Shogun" Rua. Antes de largar a faculdade para ingressar no MMA, Jones colecionou títulos no wrestling; Shogun, por sua vez, vem de uma tradicional escola de Muay Thai, a "Chute Boxe", que também foi a casa de Wanderlei Silva e Anderson Silva.
Depois de bater Shogun, Jon Jones varreu a categoria vencendo, entre outros, os Brasileiros Lyoto Machida, Vitor Belfort e por ultimo Glover Teixeira.



Pelo Peso-pesado (até 120kg) Junior Cigano conseguiu derrotar Cain Velasquez na primeira luta, trazendo o cinturão para o Brasil, mas na revanche e depois na terceira luta foi dominado por Velasquez. Cigano é considerado por muitos o atleta com o melhor boxe aplicado no MMA, mas seu boxe e jogo de pernas diferenciado não foram suficientes para conter o wrestling e a agressividade do Americano de ascendência Mexicana.

Em Julho de 2013 foi a vez de Chris Weidman chocar o mundo ao derrotar o até então imbatível e invicto no UFC Anderson Silva.
O "Striker fenomenal" (como descrevem Anderson no site do UFC) já teve problemas com um wrestler outra vez, Chael Sonnen conseguiu dominar o Spider por 5 rounds, mas no fim, Anderson conseguiu finalizar o Americano. Contra Weidman, por duas vezes Silva não obteve o mesmo resultado, o que firmou Chris como campeão do peso-médio (até 84 kg). Weidman ainda fez uma defesa de título contra Lyoto Machida, onde venceu por pontos após uma luta que durou os cinco rounds.


O último brasileiro a ser derrotado por um Americano em uma disputa de título foi Renan Barão que é um dos novos talentos nacionais, atleta da Nova União (mesma de José Aldo) ganhou destaque no peso-galo (até 61 kg) fazendo boas lutas e utilizando golpes plasticamente bonitos, chegou rapidamente ao topo mas cedeu para TJ Dillashaw.

José Aldo é o único brasileiro dono de um cinturão no maior evento de MMA do mundo.
Aldo é um dos fenômenos do esporte, com apenas uma derrota em toda sua carreira, segue invicto no UFC por mais de seis anos. É o segundo colocado no ranking de todas as categorias (atrás de Jon Jones) e é um dos atletas a serem batidos. 
O principal desafiante de Aldo no Peso-pena (até 66 kg) é Chad Mendes, que já foi nocauteado pelo brasileiro na primeira luta, esperamos que este wrestler não consiga o que os outros citados neste texto conseguiram.
Além disso, Fabrício Werdum pelos pesados e Vitor Belfort pelos médios terão as próximas chances de começar a virar esse jogo, fica a nossa torcida, vamos voltar ao topo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A copa das zebras.

Thiago Sanches.



Chegou ao fim a fase de grupos da Copa do Mundo Fifa 2014, o que mais vimos na primeira fase foram as zebras aterrorizando os times mais badalados. Alguns gigantes europeus reclamam do clima, do gramado, da torcida, de mordida e outras coisas para justificar o vexame, enquanto isso alguns pequenos brilham e acabam com o bolão de todo mundo, eu gostaria muito de conhecer alguém que tenha cravado os resultados ou pelo menos a classificação até agora.

No primeiro jogo das Oitavas a seleção Brasileira encara o Chile, se analisarmos a seleção Chilena, talvez não devemos considerar que seja uma zebra, porém, ela estava em um grupo com a Holanda (essa sim, está voando) e a toda poderosa Espanha. Eu sei, falando assim parece que eu não vi os jogos da Espanha, mas antes da Copa do Mundo, a Espanha era uma das grandes favoritas, defendia o título de 2010, vinha com suas grandes estrelas e seu estilo de jogo diferenciado, que desapareceu neste torneio, mas foi finalista da ultima copa das Confederações e até então, os classificados do grupo B seriam Espanha em primeiro e Holanda em segundo.
Muita gente estava enganada, a Espanha foi talvez a maior decepção da Copa e o Chile surpreendeu com um time compacto, bem arrumado e jogando muita bola, espero que parem por aí.

Não vou seguir nenhuma ordem porque quero deixar o melhor pro final, então vou falar dos Estados Unidos; E não é que os Americanos estão mesmo evoluindo no soccer?
Eles já foram mais longe em uma Copa do Mundo, mas dessa vez estavam em um grupo com a Alemanha (outra que está correspondendo às expectativas), Gana, que tem jogadores de grande relevância atuando nos melhores clubes Europeus, e Portugal, time do melhor do mundo. O natural seria a classificação de Alemanha e Portugal, mas a seleção Portuguesa foi mais uma que deixou a desejar, e deu espaço para os Estados Unidos, que mostrou um futebol diferente sob o comando de Klinsmann.

O sexto jogo das Oitavas será entre Alemanha e Argélia, sério gente, Argélia? A única coisa que a Argélia fez para o futebol foi o Zidane. É fato que a Argélia foi beneficiada por cair em um grupo com Bélgica, Rússia e Coréia do Sul, todos sem muita expressão no futebol, mas todos com maior expressão do que a Argélia.

A Grécia foi outra que não caiu em um grupo muito complicado, mas desde quando Grego sabe jogar bola? Podem me falar da Euro de 2004, mas são coisas que acontecem no futebol uma vez por século, e aquele título da Euro veio da mesma forma que a classificação para as oitavas, são 11 jogadores marcando e esperando uma bola aparecer, todos os jogos ganhos foram apenas com um gol de diferença, geralmente vindos do jogador que tem um pouco mais de afinidade com a redonda, no caso da Copa, o Samaras.

Se para alguns, o sorteio dos grupos foi generoso, não podemos dizer o mesmo do adversário da Grécia, a Costa Rica caiu no grupo da morte, com três Gigantes do futebol. Ao todo eram 7 títulos mundiais dentro do grupo D, sendo quatro da Itália, dois do Uruguai e um da Inglaterra, a briga era pra ver qual das três seleções seria eliminada, e quais seriam as duas classificadas.
A primeira coisa que eu pensei ao ver todos os grupos sorteados foi: "A Costa Rica vem passear no Brasil, vai cair na primeira fase sem conseguir um ponto sequer."
Pois é, entre outras coisas, essa Copa está provando que este que vos escreve não sabe absolutamente nada de futebol. A Costa Rica se classificou em primeiro e não perdeu nenhum jogo contra os gigantes, ganhou do Uruguai e da Itália, depois fechou com um empate contra a Inglaterra, e o melhor, jogando bem, é de longe a maior zebra do torneio e entrou para a história do futebol.

Agora chegamos na fase de mata-mata, é um jogo só e tchau, será que vem mais zebras por aí?

sábado, 3 de maio de 2014

Não falta o 9, falta um parça.

Thiago Sanches.



Faltam menos de dois meses para a Copa do Mundo em nossa casa, e talvez a maior preocupação da torcida é a falta do camisa 9, ou a falta de um camisa 9 de qualidade, já que é quase certa a escalação do Fred como o 9, e sejamos justos, ele vem dando conta do recado, pelo menos na Copa das Confederações ele não decepcionou.

No último título mundial tínhamos nada mais, nada menos do que Ronaldo fenômeno como o 9, que se compararmos com o Fred, gera até mesmo um certo desespero, mas ao analisar os times que foram campeões vestindo a amarelinha, percebi que nem sempre o 9 fez a diferença, e sim uma dupla. Sempre com um jogador protagonista, e um coadjuvante que não passava em branco.

Lembrando das Copas que eu acompanhei (94 e 2002), e estudando sobre as copas que eu não vi (58, 62 e 70), reparei que em poucas vezes o 9 foi o protagonista da campanha, e em algumas delas pouco se fala do camisa 9 na ocasião.

 Vamos aos títulos e seus destaques:

1958: Aqui surge a dupla, que talvez seja a maior dupla da história do futebol, Pelé e Garrincha, que nunca foram derrotados jogando juntos pela seleção, e levaram nossa seleção ao topo pela primeira vez.



1962: A seleção de 62 era praticamente a mesma base da seleção de 58, time que está ganhando não se mexe, e foi o que aconteceu. De 11 jogadores que atuaram na final de 58, 9 fizeram a estréia em 62. Era a chance de Pelé e Garrincha atuarem juntos novamente em uma Copa do Mundo. Porém a dupla se desfez na segunda rodada, quando Pelé se machucou, Amarildo o substituiu e não sentiu o peso, porém, quem chamou a responsabilidade foi Garrincha, o grande nome daquele mundial.

1970: Essa é a seleção mais difícil de se destacar alguém ou uma dupla. A seleção de 70 é considerada por muitos um dos melhores times de futebol da história e contava com um esquadrão de peso. Em 70 foi a primeira vez que um camisa 9 jogou e ganhou destaque, Tostão ajudou a seleção em diversas partidas, e fez a diferença ao lado de Rivellino, Gérson, Pelé e todas as outras estrelas que compunham a seleção. Aliás, se formos destacar uma dupla para a copa de 70, devemos destacar Pelé e Tostão.

1994: Na copa dos Estados Unidos, vimos outra dupla que encantou o Mundo. Romário e Bebeto só não fizeram chover porquê não deu tempo, os dois jogaram o fino da bola e ficaram eternizados na história do futebol. 




2002: Primeiro título Mundial protagonizado por um 9 de verdade, Ronaldo vinha de uma polêmica na final de 1998, onde alguns dizem que a CBF vendeu o título para a seleção Francesa. Depois, em 2000 sofreu uma lesão grave no Joelho, muitos diziam que ele não voltaria a jogar futebol.
Voltou, e em 2002 Luis Felipe Scolari colocou a mão no fogo pelo fenômeno, enquanto todos pediam Romário, Felipão apostou no Ronaldo, que não decepcionou, foi artilheiro da copa e o maior destaque da seleção. Mas não podemos esquecer de sua dupla, Rivaldo também destruiu na copa de 2002, para alguns, foi mais importante até que o próprio Ronaldo, o fato é que sem ele, Ronaldo não teria brilhado.


Para a copa de 2014, já temos nosso protagonista, Neymar com certeza é o jogador mais badalado da seleção e confirmou que a expectativa é válida fazendo uma Copa das Confederações de respeito. O 10 da seleção é o jogador Brasileiro mais talentoso na atualidade, e tem tudo para desequilibrar a nosso favor, mas falta aparecer o jogador que será sua dupla, um parceiro, ou como ele mesmo diz: um parça.



terça-feira, 29 de abril de 2014

Cheguei, agora é para valer!

Thiago Sanches.

Foto: Facebook Golden Boy Boxing

Depois de uma estréia polêmica em Janeiro deste ano, Yamaguchi Falcão enfim conseguiu sua primeira vitória no Boxe profissional. A luta, que foi a segunda luta da carreira profissional de Yamaguchi, aconteceu no último sábado, na cidade norte-americana de Carlton.
Falcão dominou os quatro assaltos contra o Mexicano Francisco Najera e venceu o combate por pontos.

Yamaguchi Falcão é irmão do também boxeador Esquiva Falcão, ambos ganharam fama nos jogos Olímpicos de Londres em 2012, onde Esquiva ficou com a medalha de prata na categoria Peso Médio (até 76 kg) e Yamaguchi conquistou a medalha de bronze da categoria meio-pesado (até 81 kg). Antes, Esquiva foi bronze nos jogos Sul-Americanos de 2010 em Medelín, e Yamaguchi prata nos jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara, no México.

Com o fim dos jogos Olímpicos, os irmãos Falcão embarcaram no boxe profissional, Esquiva tem duas lutas e duas vitórias, uma por pontos e uma por nocaute. O próximo combate de Esquiva ja está marcado para o dia 31 de Maio.

Já Yamaguchi, fez sua estréia em Janeiro contra o Argentino Martin Fidel "El  Terrible" Rios, e foi uma luta conturbada, que não teve vencedor. No fim do segundo round, os dois atletas trocaram socos depois do gongo, e assim começou a confusão, que se estendeu até chegar ao ponto de o atleta Argentino cuspir contra o Brasileiro e contra o árbitro.
Já com os ânimos controlados, a arbitragem anunciou a desclassificação dos dois atletas por conduta antidesportiva.

Na noite do último sábado Yamaguchi teve a chance de mudar a imagem que ficou em sua estréia, e podemos dizer que conseguiu.
Falcão começou o combate de forma agressiva e dominou o primeiro round desferindo golpes fortes, o que lhe deu confiança para passar o resto da luta de guarda baixa e em alguns momentos, até de forma exagerada, fazer graças tentando desestabilizar o adversário.
No segundo round, o Mexicano veio para tentar tirar o prejuízo, voltou mais agressivo e chegou a colocar o Brasileiro acuado nas cordas, mas Falcão não mudou sua forma de lutar, continuou provocando Najera, o que possibilitou contra-ataques eficientes.

E foi assim também nos próximos rounds, culminando com a vitória por pontos do Brasileiro. Em certos momentos, cheguei a pensar que Francisco Najera seria nocauteado, e de fato poderia ter acontecido, se talvez, Yamaguchi não tivesse exagerado nas provocações, chegando a ficar de costas para o adversário durante a luta.

Agora sim, Yamaguchi deu início a sua carreira profissional, com a missão de repetir o sucesso que fez no boxe Amador. Não sabemos até onde vai sua carreira, mas é fato que os irmãos Falcão, são de longe os boxeadores Brasileiros mais talentosos desde que o Popó parou de lutar. Se a evolução continuar, colocando a cabeça no lugar, o futuro do boxe nacional tende a ser muito melhor que o presente.

domingo, 27 de abril de 2014

Não te esqueço Pacaembu

Nanna Gomes

Eu poderia escrever  “Saudosa Maloca” de Adoniran,” Emoções” do Roberto o “Meu Lugar” do Arlindo, mas ai é limitar demais o que eu sinto por esse lugar (com todo respeito aos artistas citados). O Pacaembu merece mais que uma canção. Merece as milhares de linhas que estão sendo escritas em sua homenagem, as fotos, os vídeos, as vozes embargadas, merece o carinho e o respeito de cada coração alvinegro que ali habitou.
E foram tantos os domingos, as quartas, os sábados e as quintas. Ignorando o medo de não conseguir voltar para casa, ignorando a chuva, o frio e calor, ignorando o horário muitas vezes sem nexo, apenas pelo prazer de estar ali no tobogã, nas cadeiras laranja e arquibancadas, o palco de abraços em desconhecidos, socos no ar, lamentações, adoração, insultos aos craques, cabeças de bagres e mães de juízes, palco de gritos intermináveis, o palco do bando que por vezes ficou louco e rouco. O palco do meu coração.

Partidas especiais, alegres tristes, conquistas, derrotas. Ali eu vi a partida para um lugar que nunca deveríamos ter ido e a volta para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. A libertação a conquista da América, o ápice! Era pra ser no Pacaembu e para o Pacaembu.

Selecionar um jogo ou outro não é justo, não é válido, mais uma vez é limitar algo que não se pode limitar.

Agradeço a você por te feito parte da minha vida por ter ajudado a construir
 a minha paixão por futebol e por ter permitido fazer parte da tua história.

A partir de agora é lá na Zona Leste, casa nova, vida nova, mas com você no lado esquerdo do peito. Lugar merecido e que ninguém vai te tirar.

Não te esqueço Pacaembu, obrigada!

terça-feira, 22 de abril de 2014

O negócio é ganhar e ponto.

Mateus Lemos

O "adeus" de Moyes

O agora ex-técnico do Manchester United, David Moyes, foi demitido depois da derrota frente ao seu ex-clube no domingo de páscoa. Giggs, lenda do clube, irá ocupar seu lugar, sendo um “treinador-jogador” no restante da temporada. Moyes ficou no cargo por 10 meses e acumulou vexames na Copa da Liga Inglesa e na Copa da Inglaterra, viu tabus de mais de 50 anos caírem em derrotas e deixa o clube na sétima posição da Premier League, sem chances de ir a Liga dos Campeões na próxima temporada, coroando a pior campanha dos diabos vermelhos em mais de 30 anos.
Ora, o cenário é péssimo como é de se constatar, porém ele é simbólico por um motivo, o time em questão foi comandado pelo mesmo homem por 27 anos antes dele. 27 anos. Nem um, nem dois, são 27 anos. Aí depois disso, o treinador seguinte permanece por 10 meses, mesmo com um contrato de seis temporadas. O que houve? O United perdeu a noção do tempo e o espaço? O treinador não é um Sir? Opa, isso pode ser um bom começo.
No longínquo ano de 1986, o ainda Alex Ferguson, assume o United com a meta de terminar dignamente a temporada. O deixa como o mais vitorioso da história em sua gestão, um dos clubes de futebol mais valiosos do mundo e com sua marca conhecida no mundo inteiro, com empresas se estapeando para terem seus nomes vinculados aos diabos vermelhos e, de quebra, com o título de Sir, merecidamente claro, mas que se não ganhasse nada, não receberia tal honraria da rainha. Ah, mas ele demorou três anos para ganhar um título, sim, mas as circunstâncias não são as mesmas. Uma coisa é pegar um time grande que “está” pequeno, outra é pegar o atual campeão inglês, com um dos elencos mais caros do mundo e, porque não, um dos favoritos a ganhar à orelhuda.
Se as circunstâncias não são as mesmas, 27 anos podem durar 10 meses? Sim, e aí mais uma vez vemos que o negócio, literalmente, é ganhar. Ah, mas o Wenger está há 18 anos no Arsenal (e desde 2005 não levanta uma taça sequer) e o próprio Moyes assumiu os red devils depois de 11 anos no Everton. Sim, mas em ambos os casos não sucederam um Sir.

domingo, 20 de abril de 2014

A magia que Valle.

Nanna Gomes.



Não vivi 70, 72, 76, 80, 82. Não vi o gol de Zico que faltaram palavras ao Luciano, não vi Piquet campeão, não vi Magic Paula, não vi Hortência, mas vivi a magia de ver o Luciano enlouquecido com o primeiro gol do Ronaldo pelo Corinthians, uma das mais belas narrações desse momento histórico para quem realmente gosta de futebol e ama as voltas que a vida dá. Vivi a emoção "demais, demais, demais" do gol de cobertura na Vila Belmiro. Vi "o capeta Edilson" mostrar para o Real Madrid quem era o Corinthians, já apaixonada por Jornalismo Esportivo e certa de que além da paixão, eu iria batalhar para ser a minha profissão. Vi e ouvi a Copa do Mundo de 2006, Copa do Mundo 2010, Copa das Confederações, inúmeros Campeonatos Brasileiros e Estaduais.

Vi a Magia que "Valle" em ação. A magia que ele tinha de transformar os jogos sem emoção alguma em um bate-papo descontraído e por vezes engraçado. A magia de transmitir, a magia de narrar e trazer a emoção do campo para as nossas casas que além de magia necessita de coragem, afinal é uma responsabilidade e tanto, ainda mais se tratando do nosso país.

A magia de não limitar a sua crença ao futebol e não só apostar, mas também lutar pelos demais esportes, muitas vezes deixados de lado por todos.

O tempo não poupa ninguém, eu disse ninguém, passou para o Luciano e com ele as dificuldades apareceram, os erros que todos nós (sem isenção de profissão, cargos e credos) cometemos, o Luciano também passou a cometer, mas nenhum deles diminuiu sua genialidade diante dos microfones e a sua importância para a Comunicação Esportiva.

Escolher o Jornalismo Esportivo como profissão não é uma das tarefas mais fáceis, os caminhos nessa estrada são ardilosos, mas o Do Valle, assim como Beting, Silvério, Thomaz Rafael, Di Lallo, Milton Leite (e tantos outros que eu vou cometer a falha de não citar), tem a magia de transformar esse caminho com as suas atuações por vezes geniais e se tornando referência para pessoas que como eu, também estão começando.

Nunca estamos preparados para despedidas, ainda mais de pessoas como o Luciano que fazem parte da nossa história e dos nossos sonhos.
Que a "magia que Valle" se perpetue e siga inspirando os que estão começando e os que já estão nessa estrada. Fique em paz onde quer que você esteja.

Adeus, Luciano.

domingo, 13 de abril de 2014

Lazio x Livorno - Mais que um clássico, um confronto político.

Yago Saraiva



Muitos consideram clássicos como Real x Barça, Milan x Inter, Corinthians x Palmeiras, Inter x Grêmio, entre outros, como os maiores clássicos do mundo, ou os maiores em seus países. Mas Lazio x Livorno tem algo especial que vai além de um clássico, além do futebol.



A Società Sportiva Lazio é um clube centenário, sediado em Roma, considerado um dos maiores da Itália, e conta com uma das maiores torcidas do país, atrás apenas de Juventus, Milan, Internazionale, Napoli e Roma, segundo pesquisa do instituto Doxa.

Conhecida tradicionalmente como "time do Dulce, expressão que faz referência ao ditador Benito Mussolini, a Lazio possui uma torcida extremamente fascista e demonstra isso com a exibição de bandeiras e faixas nazi-fascistas e anti-semistas nos estádios, como ocorreu em 1998, onde os ultras da Lazio, os Irriducibili, chocaram a Europa após a exibição de uma faixa com a seguinte mensagem: "Auschwitz vossa pátria, os fornos vossas casas!".





Já a Associazione Sportiva Livorno Calcio, sediada em Livorno, região da Toscana, é um clube intermediário da Itália e com pouca tradição, o que realmente chama a atenção é sua torcida, que é extremamente esquerdista. Os Brigate Autonome Livornesi, ultras do Livorno, também demonstram suas ideologias nos estádios, cantando o hino da resistência Italiana, o "Bella ciao", o hino comunista Italiano, "Bandierra Rossa" e também estendendo bandeiras vermelhas com símbolos comunistas. "Rasta siempre Chavez", estendida poucos dias após a morte do líder socialista da Venezuela, Hugo Chavez. 


Mas os conflitos ideológicos encontrados nesse clássico não ficam apenas nas arquibancadas, eles invadiram os gramados. Paolo Di Canio, um ex-irreducibili, e um dos maiores ídolos da Lazio, chamou a atenção quando fez uma saudação fascista diante dos torcedores, após uma vitória contra a Roma em 2005. Di Canio possui em seu braço uma tatuagem escrito "DUX", em reverência a "Duce" e em sua autobiografia fez elogios ao líder fascista e o classificou como "um individuo ético e com princípios".





Do outro lado, temos Cristiano Lucarelli, um dos maiores ídolos do Livorno, e um dos fundadores dos Brigate Autonomi Livornesi. Como o Di Canio, Lucarelli também se destaca por suas posições políticas e por amor ao clube. Em 1997, após marcar um gol pela seleção sub-21 da Itália, ele comemorou exibindo uma camiseta com a imagem de Che Guevara.
Comunista convicto, Cristiano Lucarelli sempre comemorava seus gols com o braço erguido e punho fechado e ganhou ainda mais o carinho da torcida após declarar que enquanto "outros jogadores compram com um bilhão de dólares, iates e Ferrari", para ele, bastaria ter o suficiente para adiquirir a camisa do Livorno.

E assim, com faixas na arquibancada e ícones se manifestando dentro de campo, a história deste "clássico de ideologias" segue se desenvolvendo, até onde é que não sabemos.



Fontes:

sábado, 15 de março de 2014

Quem vê cara, não vê passado.

Thiago Sanches.




Gostaria de começar minha postagem com uma pergunta:
Você sabe quem é o presidente da CBF? É o José Maria Marin, ok, nós o vemos recebendo os gringos de braços abertos e sorriso largo ao lado da presidente Dilma na comissão da copa. Mas você sabe quem ele foi?

Vamos à uma breve historinha:
Era Agosto de 1975, depois de três anos trabalhando na BBC em Londres, Vladmir Herzog voltava ao Brasil com sua família e logo foi nomeado editor-chefe da TV cultura.

Herzog era ex-repórter e produtor da BBC, além de ser graduado em Filosofia, ser um documentarista bem sucedido e professor de Jornalismo na Universidade de São Paulo. Era respeitado e admirado, mais do que isso, era conhecido.

Nesta época a tortura corria solta na OBAN (Operação bandeirantes), os generais sabiam que eram odiados pelo povo, mas em plena ditadura militar, eles torturavam e matavam seus opositores. Com base em denúncias de que a TV cultura tinha ligações com o partido comunista Brasileiro, começaram uma 'perseguição' à emissora e aos nomes fortes dentro dela.
É aí que entra nosso querido presidente da CBF, na época, José Maria Marin era deputado estadual, e membro da ARENA, partido criado para os políticos da ditadura.

Até então, nada de muito assustador, nossa política sempre foi nebulosa mesmo, mas então, foram divulgados dois áudios (que você pode encontrar aqui se quiser ouvir: http://oglobo.globo.com/pais/jose-maria-marin-foi-porta-voz-de-criticas-herzog-8246498), em um deles, Marin faz um aparte ao discurso do deputado Wadih Helu, onde cobra do governo providências a respeito das denúncias de que a Cultura sofria um processo de comunização, em um dos trechos, diz: "Acho estranho que apesar da imprensa estar levantando o problema há tempos, pedindo providências aos órgãos competentes em relação ao que está acontecendo no canal 2, não tenha acontecido nada até agora".

16 dias depois dos discursos de Helu e Marin, Herzog foi encontrado morto, ainda tentaram forjar um suicídio, mas todos sabem que Herzog foi torturado e morto. O fato ficou marcado na história de nosso país, um dos casos mais fortes na luta contra a ditadura, e foi incitado pelo presidente da CBF.
No mesmo link citado acima, há outro áudio, neste, Marin rasga elogios ao delegado Sérgio Fleury, que foi o principal agente do governo de comando das ações secretas do DOI-Codi, em São Paulo. Sequestrou, torturou centenas de pessoas e matou outras dezenas. Fleury era conhecido como príncipe da dor, um artista da tortura que operava uma rede de cativeiros clandestinos.
Marin e Fleury se encontravam frequentemente, e eram vistos jantando pelos restaurantes de São Paulo.

Este é apenas um caso de muitos que não vazaram para a mídia, é este o Homem responsável pelo nosso futebol e quem recebe as outras seleções de braços abertos ao lado da nossa presidente, que por sinal, foi presa e torturada, pela mesma turma do homem que hoje senta ao lado dela.
Há quem diga que o Brasileiro é um povo que não guarda rancor, eu penso que nós Brasileiros somos um povo que não tem memória.

Para fechar, gostaria de citar uma frase de Ivo Herzog, filho do Vladmir: "É intolerável que o anfitrião do principal evento esportivo de nossa história seja alguém que incitou a violência contra opositores da ditadura".

Caso queiram ler mais sobre o assunto, abaixo encontrarão dois links que me serviram de fonte:

http://www.apublica.org/2013/02/qual-papel-chefao-futebol-brasileiro-assassinato-de-herzog/
http://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/10/ivo-herzog-vs-jose-maria-marin-na-folha/

sábado, 8 de março de 2014

Soou o apito, rola a caneta!

Thiago Sanches.



Está oficialmente aberta a temporada 2014 do '3 boleiros', é uma honra escrever o pontapé inicial do nosso Blog.

Aqui no Blog, o carro chefe é o futebol, porém, não ficaremos apenas nisso, falaremos sobre outros esportes também, e sobre o que nos der na telha.
Nossa equipe principal vem com 3 atacantes, aberto pela ponta vem o menino Mateus Lemos, pelo meio da área, nossa centro avante Nanna Gomes, e eu, Thiago Sanches, corro pela outra ponta.
O ‘3 boleiros’ estará sempre aberto à sugestões e opiniões, seus comentários são de muita importância. Se quiserem contribuir, podem nos mandar textos, publicaremos e daremos os devidos créditos, assim, esperamos manter o blog atualizado e com assuntos diversificados.
Por este mesmo motivo, vocês verão por aqui, textos de assuntos diferenciados, alguns bem críticos, outros com boa parcela de humor, ou até mesmo abordando temas polêmicos, essa é nossa proposta, para que não fique um blog monótono e que tenhamos sempre conteúdo de qualidade.

Por hoje, fico por aqui, a partir de agora postaremos com frequência, espero que nos visitem e deixem seus comentários, contamos com a ajuda de vocês.