Thiago Sanches.

Gostaria de começar
minha postagem com uma pergunta:
Você sabe quem é o presidente da CBF? É o José Maria Marin, ok, nós o vemos recebendo os gringos de braços abertos e sorriso largo ao lado da presidente Dilma na comissão da copa. Mas você sabe quem ele foi?
Vamos à uma breve historinha:
Era Agosto de 1975, depois de três anos trabalhando na BBC em Londres, Vladmir Herzog voltava ao Brasil com sua família e logo foi nomeado editor-chefe da TV cultura.
Herzog era ex-repórter e produtor da BBC, além de ser graduado em Filosofia, ser um documentarista bem sucedido e professor de Jornalismo na Universidade de São Paulo. Era respeitado e admirado, mais do que isso, era conhecido.
Nesta época a tortura corria solta na OBAN (Operação bandeirantes), os generais sabiam que eram odiados pelo povo, mas em plena ditadura militar, eles torturavam e matavam seus opositores. Com base em denúncias de que a TV cultura tinha ligações com o partido comunista Brasileiro, começaram uma 'perseguição' à emissora e aos nomes fortes dentro dela.
É aí que entra nosso querido presidente da CBF, na época, José Maria Marin era deputado estadual, e membro da ARENA, partido criado para os políticos da ditadura.
Até então, nada de muito assustador, nossa política sempre foi nebulosa mesmo, mas então, foram divulgados dois áudios (que você pode encontrar aqui se quiser ouvir: http://oglobo.globo.com/pais/jose-maria-marin-foi-porta-voz-de-criticas-herzog-8246498), em um deles, Marin faz um aparte ao discurso do deputado Wadih Helu, onde cobra do governo providências a respeito das denúncias de que a Cultura sofria um processo de comunização, em um dos trechos, diz: "Acho estranho que apesar da imprensa estar levantando o problema há tempos, pedindo providências aos órgãos competentes em relação ao que está acontecendo no canal 2, não tenha acontecido nada até agora".
16 dias depois dos discursos de Helu e Marin, Herzog foi encontrado morto, ainda tentaram forjar um suicídio, mas todos sabem que Herzog foi torturado e morto. O fato ficou marcado na história de nosso país, um dos casos mais fortes na luta contra a ditadura, e foi incitado pelo presidente da CBF.
No mesmo link citado acima, há outro áudio, neste, Marin rasga elogios ao delegado Sérgio Fleury, que foi o principal agente do governo de comando das ações secretas do DOI-Codi, em São Paulo. Sequestrou, torturou centenas de pessoas e matou outras dezenas. Fleury era conhecido como príncipe da dor, um artista da tortura que operava uma rede de cativeiros clandestinos.
Marin e Fleury se encontravam frequentemente, e eram vistos jantando pelos restaurantes de São Paulo.
Este é apenas um caso de muitos que não vazaram para a mídia, é este o Homem responsável pelo nosso futebol e quem recebe as outras seleções de braços abertos ao lado da nossa presidente, que por sinal, foi presa e torturada, pela mesma turma do homem que hoje senta ao lado dela.
Há quem diga que o Brasileiro é um povo que não guarda rancor, eu penso que nós Brasileiros somos um povo que não tem memória.
Para fechar, gostaria de citar uma frase de Ivo Herzog, filho do Vladmir: "É intolerável que o anfitrião do principal evento esportivo de nossa história seja alguém que incitou a violência contra opositores da ditadura".
Caso queiram ler mais sobre o assunto, abaixo encontrarão dois links que me serviram de fonte:
http://www.apublica.org/2013/02/qual-papel-chefao-futebol-brasileiro-assassinato-de-herzog/
http://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/10/ivo-herzog-vs-jose-maria-marin-na-folha/
Você sabe quem é o presidente da CBF? É o José Maria Marin, ok, nós o vemos recebendo os gringos de braços abertos e sorriso largo ao lado da presidente Dilma na comissão da copa. Mas você sabe quem ele foi?
Vamos à uma breve historinha:
Era Agosto de 1975, depois de três anos trabalhando na BBC em Londres, Vladmir Herzog voltava ao Brasil com sua família e logo foi nomeado editor-chefe da TV cultura.
Herzog era ex-repórter e produtor da BBC, além de ser graduado em Filosofia, ser um documentarista bem sucedido e professor de Jornalismo na Universidade de São Paulo. Era respeitado e admirado, mais do que isso, era conhecido.
Nesta época a tortura corria solta na OBAN (Operação bandeirantes), os generais sabiam que eram odiados pelo povo, mas em plena ditadura militar, eles torturavam e matavam seus opositores. Com base em denúncias de que a TV cultura tinha ligações com o partido comunista Brasileiro, começaram uma 'perseguição' à emissora e aos nomes fortes dentro dela.
É aí que entra nosso querido presidente da CBF, na época, José Maria Marin era deputado estadual, e membro da ARENA, partido criado para os políticos da ditadura.
Até então, nada de muito assustador, nossa política sempre foi nebulosa mesmo, mas então, foram divulgados dois áudios (que você pode encontrar aqui se quiser ouvir: http://oglobo.globo.com/pais/jose-maria-marin-foi-porta-voz-de-criticas-herzog-8246498), em um deles, Marin faz um aparte ao discurso do deputado Wadih Helu, onde cobra do governo providências a respeito das denúncias de que a Cultura sofria um processo de comunização, em um dos trechos, diz: "Acho estranho que apesar da imprensa estar levantando o problema há tempos, pedindo providências aos órgãos competentes em relação ao que está acontecendo no canal 2, não tenha acontecido nada até agora".
16 dias depois dos discursos de Helu e Marin, Herzog foi encontrado morto, ainda tentaram forjar um suicídio, mas todos sabem que Herzog foi torturado e morto. O fato ficou marcado na história de nosso país, um dos casos mais fortes na luta contra a ditadura, e foi incitado pelo presidente da CBF.
No mesmo link citado acima, há outro áudio, neste, Marin rasga elogios ao delegado Sérgio Fleury, que foi o principal agente do governo de comando das ações secretas do DOI-Codi, em São Paulo. Sequestrou, torturou centenas de pessoas e matou outras dezenas. Fleury era conhecido como príncipe da dor, um artista da tortura que operava uma rede de cativeiros clandestinos.
Marin e Fleury se encontravam frequentemente, e eram vistos jantando pelos restaurantes de São Paulo.
Este é apenas um caso de muitos que não vazaram para a mídia, é este o Homem responsável pelo nosso futebol e quem recebe as outras seleções de braços abertos ao lado da nossa presidente, que por sinal, foi presa e torturada, pela mesma turma do homem que hoje senta ao lado dela.
Há quem diga que o Brasileiro é um povo que não guarda rancor, eu penso que nós Brasileiros somos um povo que não tem memória.
Para fechar, gostaria de citar uma frase de Ivo Herzog, filho do Vladmir: "É intolerável que o anfitrião do principal evento esportivo de nossa história seja alguém que incitou a violência contra opositores da ditadura".
Caso queiram ler mais sobre o assunto, abaixo encontrarão dois links que me serviram de fonte:
http://www.apublica.org/2013/02/qual-papel-chefao-futebol-brasileiro-assassinato-de-herzog/
http://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/10/ivo-herzog-vs-jose-maria-marin-na-folha/
Quando Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF) saiu do cargo, de que forma José Maria Marin foi eleito? Sempre tive essa curiosidade. Obrigado!
ResponderExcluirO Marin era o mais velho dos cinco vice-presidentes da CBF, quando Ricardo Teixeira renunciou, alegando problemas de saúde, o Marin assumiu.
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