Nanna Gomes
Eu poderia
escrever “Saudosa Maloca” de Adoniran,”
Emoções” do Roberto o “Meu Lugar” do Arlindo, mas ai é limitar demais o que eu
sinto por esse lugar (com todo respeito aos artistas citados). O Pacaembu merece
mais que uma canção. Merece as milhares de linhas que estão sendo escritas em
sua homenagem, as fotos, os vídeos, as vozes embargadas, merece o carinho e o
respeito de cada coração alvinegro que ali habitou.
E foram
tantos os domingos, as quartas, os sábados e as quintas. Ignorando o medo de
não conseguir voltar para casa, ignorando a chuva, o frio e calor, ignorando o horário
muitas vezes sem nexo, apenas pelo prazer de estar ali no tobogã, nas cadeiras
laranja e arquibancadas, o palco de abraços em desconhecidos, socos no ar, lamentações,
adoração, insultos aos craques, cabeças de bagres e mães de juízes, palco de gritos
intermináveis, o palco do bando que por vezes ficou louco e rouco. O palco do
meu coração.
Partidas
especiais, alegres tristes, conquistas, derrotas. Ali eu vi a partida para um
lugar que nunca deveríamos ter ido e a volta para o lugar de onde nunca deveríamos
ter saído. A libertação a conquista da América, o ápice! Era pra ser no
Pacaembu e para o Pacaembu.
Selecionar um
jogo ou outro não é justo, não é válido, mais uma vez é limitar algo que não se
pode limitar.
Agradeço a
você por te feito parte da minha vida por ter ajudado a construir
a minha paixão por futebol e por ter permitido fazer parte da tua história.
a minha paixão por futebol e por ter permitido fazer parte da tua história.
A partir de
agora é lá na Zona Leste, casa nova, vida nova, mas com você no lado esquerdo do
peito. Lugar merecido e que ninguém vai te tirar.
Não te
esqueço Pacaembu, obrigada!
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