domingo, 27 de abril de 2014

Não te esqueço Pacaembu

Nanna Gomes

Eu poderia escrever  “Saudosa Maloca” de Adoniran,” Emoções” do Roberto o “Meu Lugar” do Arlindo, mas ai é limitar demais o que eu sinto por esse lugar (com todo respeito aos artistas citados). O Pacaembu merece mais que uma canção. Merece as milhares de linhas que estão sendo escritas em sua homenagem, as fotos, os vídeos, as vozes embargadas, merece o carinho e o respeito de cada coração alvinegro que ali habitou.
E foram tantos os domingos, as quartas, os sábados e as quintas. Ignorando o medo de não conseguir voltar para casa, ignorando a chuva, o frio e calor, ignorando o horário muitas vezes sem nexo, apenas pelo prazer de estar ali no tobogã, nas cadeiras laranja e arquibancadas, o palco de abraços em desconhecidos, socos no ar, lamentações, adoração, insultos aos craques, cabeças de bagres e mães de juízes, palco de gritos intermináveis, o palco do bando que por vezes ficou louco e rouco. O palco do meu coração.

Partidas especiais, alegres tristes, conquistas, derrotas. Ali eu vi a partida para um lugar que nunca deveríamos ter ido e a volta para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. A libertação a conquista da América, o ápice! Era pra ser no Pacaembu e para o Pacaembu.

Selecionar um jogo ou outro não é justo, não é válido, mais uma vez é limitar algo que não se pode limitar.

Agradeço a você por te feito parte da minha vida por ter ajudado a construir
 a minha paixão por futebol e por ter permitido fazer parte da tua história.

A partir de agora é lá na Zona Leste, casa nova, vida nova, mas com você no lado esquerdo do peito. Lugar merecido e que ninguém vai te tirar.

Não te esqueço Pacaembu, obrigada!

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