sábado, 3 de maio de 2014

Não falta o 9, falta um parça.

Thiago Sanches.



Faltam menos de dois meses para a Copa do Mundo em nossa casa, e talvez a maior preocupação da torcida é a falta do camisa 9, ou a falta de um camisa 9 de qualidade, já que é quase certa a escalação do Fred como o 9, e sejamos justos, ele vem dando conta do recado, pelo menos na Copa das Confederações ele não decepcionou.

No último título mundial tínhamos nada mais, nada menos do que Ronaldo fenômeno como o 9, que se compararmos com o Fred, gera até mesmo um certo desespero, mas ao analisar os times que foram campeões vestindo a amarelinha, percebi que nem sempre o 9 fez a diferença, e sim uma dupla. Sempre com um jogador protagonista, e um coadjuvante que não passava em branco.

Lembrando das Copas que eu acompanhei (94 e 2002), e estudando sobre as copas que eu não vi (58, 62 e 70), reparei que em poucas vezes o 9 foi o protagonista da campanha, e em algumas delas pouco se fala do camisa 9 na ocasião.

 Vamos aos títulos e seus destaques:

1958: Aqui surge a dupla, que talvez seja a maior dupla da história do futebol, Pelé e Garrincha, que nunca foram derrotados jogando juntos pela seleção, e levaram nossa seleção ao topo pela primeira vez.



1962: A seleção de 62 era praticamente a mesma base da seleção de 58, time que está ganhando não se mexe, e foi o que aconteceu. De 11 jogadores que atuaram na final de 58, 9 fizeram a estréia em 62. Era a chance de Pelé e Garrincha atuarem juntos novamente em uma Copa do Mundo. Porém a dupla se desfez na segunda rodada, quando Pelé se machucou, Amarildo o substituiu e não sentiu o peso, porém, quem chamou a responsabilidade foi Garrincha, o grande nome daquele mundial.

1970: Essa é a seleção mais difícil de se destacar alguém ou uma dupla. A seleção de 70 é considerada por muitos um dos melhores times de futebol da história e contava com um esquadrão de peso. Em 70 foi a primeira vez que um camisa 9 jogou e ganhou destaque, Tostão ajudou a seleção em diversas partidas, e fez a diferença ao lado de Rivellino, Gérson, Pelé e todas as outras estrelas que compunham a seleção. Aliás, se formos destacar uma dupla para a copa de 70, devemos destacar Pelé e Tostão.

1994: Na copa dos Estados Unidos, vimos outra dupla que encantou o Mundo. Romário e Bebeto só não fizeram chover porquê não deu tempo, os dois jogaram o fino da bola e ficaram eternizados na história do futebol. 




2002: Primeiro título Mundial protagonizado por um 9 de verdade, Ronaldo vinha de uma polêmica na final de 1998, onde alguns dizem que a CBF vendeu o título para a seleção Francesa. Depois, em 2000 sofreu uma lesão grave no Joelho, muitos diziam que ele não voltaria a jogar futebol.
Voltou, e em 2002 Luis Felipe Scolari colocou a mão no fogo pelo fenômeno, enquanto todos pediam Romário, Felipão apostou no Ronaldo, que não decepcionou, foi artilheiro da copa e o maior destaque da seleção. Mas não podemos esquecer de sua dupla, Rivaldo também destruiu na copa de 2002, para alguns, foi mais importante até que o próprio Ronaldo, o fato é que sem ele, Ronaldo não teria brilhado.


Para a copa de 2014, já temos nosso protagonista, Neymar com certeza é o jogador mais badalado da seleção e confirmou que a expectativa é válida fazendo uma Copa das Confederações de respeito. O 10 da seleção é o jogador Brasileiro mais talentoso na atualidade, e tem tudo para desequilibrar a nosso favor, mas falta aparecer o jogador que será sua dupla, um parceiro, ou como ele mesmo diz: um parça.



4 comentários:

  1. Concordo plenamente ninguém é brilhante sozinho, historicamente ficou provado.
    Muito boa as comparações realizadas Thi.
    Um dia vocês poderiam voltar a falar um pouco mais da seleção de 70, o que acham?
    Para mim o melhor "time" que o mundo já viu. Abraços!

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  2. Também fiquei curioso pra ouvir mais sobre a seleção de 70, faz um post aê!

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  3. Providenciaremos.
    E muito obrigado pelos comentários galera.

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