Yago Lorenzon.
Adeus à um gênio,
um adeus doído, que machuca e muito quem gosta de futebol. Alex foi tão 10
quanto sua camisa, foi idolatrado por onde passou e deixou saudade até mesmo
por onde não passou.
No Couto
Pereira, sua segunda casa, assim como o Mineirão, Palestra Itália e Turquia,
ele fez sua despedida, emocionante e emocionado, Alex foi ovacionado por uma
torcida apaixonada por ele.
Alex foi um
jogador raro, de toque refinado, qualidade inquestionável e muita elegância ao
tratar a bola, sua companheira por 19 anos. O futebol perdeu um jogador
inteligente, algo cada vez mais raro nos dias de hoje, em meio a um futebol
truncado, com jogadores priorizando mais o físico que a técnica. Sua inteligência
em campo já o fazia diferente de vários, entretanto Alex não foi apenas
inteligente ele foi completo, foi armador, artilheiro, canhoto que sabia
finalizar de direita, meia que sabia cabecear.
Obrigado por
deixar nosso futebol bonito e alegre, obrigado por nos fazer conhecer a
Turquia, país onde você é ídolo nacional, costumo dizer que Alex é o Zico turco
tamanha sua idolatria. Obrigado por nos mostrar que jogador pode fazer a
diferença fora das quatro linhas também, Alex lutou, batalhou e suou pelos
direitos de seus companheiros.
No Coritiba foi
o "Menino de Ouro", no Cruzeiro foi craque, no Palmeiras foi Divino (mesmo que esse
apelido seja de outro camisa 10), na Turquia foi gênio, e agora no Coritiba
novamente, se tornou mito, um mito que não é exclusivamente brasileiro mas
também turco.
Alex fez o
futebol sofisticado parecer simples e ao mesmo tempo fez o toque simples, a
visão de jogo parecer algo tão sofisticado, fez a inteligência impressionar o “brucutu”,
foi o atleta dos sonhos de qualquer treinador, exceto os da seleção brasileira.
Talvez tenha sido o jogador mais injustiçado na história da seleção, em 2002
novo demais para Felipão, em 2006 considerado “menos craque” que qualquer um do
quadrado mágico para Parreira, em 2010 foi a única fez que ele não merecia ser
convocado, porque era muito bom para o time de Dunga e em 2014 não era de se
esperar que Felipão o levasse, pois já era considerado jogador velho. Mas o
fato de nunca ter disputado uma Copa do Mundo não o faz menos gênio, aliás, o
azar é todo da Copa do Mundo.

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